Sexta Catequese – A cultura da Esperança

“Sua Mãe guardava todas estas coisas no seu coração” (Lc 2, 51)
O inesperado colhe-nos de surpresa e nem sempre as reacções são pacíficas. E isso acontece com todos, já que ninguém vive toda a vida de acordo com planos previamente definidos. A vida tem surpresas, gera alguma incerteza e deixa viva a expectativa. Neste contexto, “esperar” é também uma realidade que nos acompanha, motivando-nos a avançar e a acreditar que será possível.

Assim nos aparece Maria que, diante de acontecimentos inesperados ou até indesejáveis, mostra a arte de conservar tudo o que acontece no coração. Significa isso que o que é vivido não deve ser descartado, mas conservado para que o tempo esclareça todo o seu significado. A vida pode surpreender, mas o tempo ajudará a compreender.

E tudo isto diz respeito, também, à família, a quem a Palavra de Deus pode iluminar e mostrar o caminho, ajudando a fixar a atenção na meta que se quer atingir. E se é verdade que podem ser encontradas limitações e contextos desfavoráveis no ponto de partida da vida de cada um, o importante é fixar-se no ponto de chegada. Isto é, “só a Palavra divina é capaz de oferecer uma luz autorizada sobre o objectivo da vida humana. É precisamente a partir deste único ponto final que todos os acontecimentos da vida adquirem verdadeiro gosto e sabor”.

Neste sentido, o casamento não é a felicidade final da própria existência, mas um caminho que conduz a essa plenitude. E se a vida eterna é a meta, a vida terrena não pode ser negligenciada. Seria insensato desprezar a vida terrena, também será absurdo querer fazer do agora o “tudo” que se pode atingir.

No final de “A Alegria do Amor”, o Papa convida à esperança numa alegria que nunca nos será tirada: “avancemos, famílias; continuemos a caminhar! Aquilo que se nos promete é sempre mais. Não percamos a esperança por causa dos nossos limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida (AL 325). Esta é a verdadeira esperança cristã, que a Igreja é chamada a transformar em cultura no mundo de hoje.

Para refletir…
- Nas nossas famílias, o significado do cumprimento dos desejos de alguém é muitas vezes atribuído à palavra “esperança”. Estará errado pensar assim à luz da fé cristã?
- Hoje, na evangelização da Igreja, raramente se fala da questão da eternidade, da vida após a morte, tornando-se quase um verdadeiro tabu. Porque é que isto acontece? O que faltou? O que deveria ser feito?
- O grande problema não é apenas falar de esperança, mas viver a esperança. De que modo uma comunidade cristã, nas suas várias actividades pastorais, pode viver a esperança?

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/34, n.º 4471, 24 de julho de 2018

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