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III Caminhada pela Vida em Lamego

O dia 21 de março foi dia da III Caminhada pela Vida na cidade de Lamego. “Convocados” pela Federação pela Vida, mais de cinco dezenas de pessoas, deram voz e expressão a esta urgência de sensibilizar/alertar para a necessidade de defendermos, criarmos condições e acompanharmos todas as etapas da vida humana. Associamo-nos, assim, a outras 11 cidades portuguesas com o mesmo sentir e a mesma vontade de proclamar o primado da vida.

A caminhada iniciou-se junto ao Museu de Lamego, aos pés do nosso mui nobre D. Miguel, Bispo de Lamego, diplomata e embaixador português em Roma no século XVII. Percorremos sob o olhar materno da Senhora dos Remédios a Avenida principal para terminarmos no Salão Nobre do Teatro Ribeiro Conceição.

Neste espaço tivemos a oportunidade de escutar os testemunhos dos reconhecidos Diogo Bronze, cuja atividade passa pelas reflexões em podcast e Carla Oliveira, atleta do Futebol Clube do Porto, bicampeã europeia em desporto adaptado, na modalidade de Boccia.

O primeiro palestrante, o Diogo Bronze, colocou a tónica na sua vivência pessoal para aclamar a vida como um valor e como um dom, para nos fazer perceber que a nossa vida/ existência não se esgota numa absurda improbabilidade. Todos temos a responsabilidade de cuidar dela e de a tornar fecunda no serviço ao outro. Ela tem um valor incomensurável precisamente porque nos foi ofertada/doada. A sua expressão máxima acontece, e este é foi o seu segundo tópico, na família. Como núcleo fundamental da geração de toda a vida está assente na necessidade de preservação da comunidade, mas também na abertura à fecundidade. A família é, ainda, um vértice importante na construção de uma sociedade que desejamos que seja atenta e comprometida. Que esteja disposta a arrojar-se a viver com princípios e valores. Por fim, a sociedade, hoje, inúmeras vezes, apresentada pelo espectro da tecnologia. Tudo parece efémero e descartável. A sociedade será, ou deveria ser, o campo onde nos deveríamos apoiar para promover uma cultura de cuidado e de serviço.

A Carla Oliveira colocou a tónica na sua vida que até aos 14 anos fora eivada de sonhos, de projetos, de muita convivência. Menina querida da casa esbarrou na notícia da doença degenerativa irreversível que a atiraria para a cadeira de rodas. A revolta inicial foi a oportunidade para perceber que os sonhos não se esgotaram na cadeira de rodas. Pelo contrário, seria sob a cadeira de rodas que também é possível sonhar e ter uma vida digna e plena. A cadeira conduziu-a à senda de reconhecidas vitórias nacionais e internacionais. Mas as maiores vitórias são aquelas que as sociedades lhe quiseram roubar. Hoje, depois de ludibriar muitas opiniões, é mãe e esposa. Acordar todos os dias a reclamar mais cinco minutos de sono, mas com uma vontade e energia imensa de viver.

Esta foi uma tarde de partilha de experiências de vida e de valorização do valor Vida!

 

António José Rodrigues, in Voz de Lamego, ano 96/18, n.º 4843, de 25 de março de 2026

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