Bodas de Ouro Sacerdotais do P. Fr. Amador Pereira Carreira (Franciscano)

Ao tentar redigir umas linhas, para comemorar os cinquenta anos da minha ordenação sacerdotal, ocorrem-me apenas duas palavras: humildade e gratidão.

À medida que o tempo passa, torna-se cada vez mais viva em mim a consciência de que tudo é dom gratuito de Deus: não só a vida, mas também a vocação.

Foi num fim de tarde, do ano de 1955, que o Senhor desceu à pequena aldeia do Tubaral (Caranguejeira – Leiria) e bateu à porta da nossa casa. Ao ver ali o meu pai rodeado dos meus sete irmãos, fixou-o com um leve sorriso e perguntou-lhe: “Estão aqui todos os teus filhos?”. Meu pai respondeu: “Falta um, que trabalha em Leiria, numa oficina de automóveis!”. “Esperemos, então, que ele venha!” (cfr. 1Sm 16, 10-11). – Quando eu cheguei, já noite, com os meus catorze anos, cansado depois de uma caminhada de onze quilómetros, o Senhor olhou-me com um terno sorriso, colocou carinhosamente a Sua mão sobre a minha cabeça, e disse: “Tu, vem e segue-me!”.

No dia seguinte, abandonei a oficina de automóveis, pois senti que Deus tinha outros planos a meu respeito.

Entrei no “Colégio Seráfico das Missões Franciscanas”, em Montariol – Braga, no dia 1 de outubro de 1956, para dar início ao 1º ano do Curso de Humanidades. (Comigo entraram mais 55 alunos!). Terminado o 5º ano, segui para Varatojo – Torres Vedras, onde fiz o noviciado, de agosto de 1961 a agosto de 1962. Feita a profissão temporária, os superiores enviaram-me para a Alemanha, onde fiz o curso de filosofia e teologia. A minha ordenação sacerdotal aconteceu no dia 21 de julho de 1968, no convento de Frauenberg – Fulda (Alemanha). Em outubro de 1969, regressei à Província Portuguesa da Ordem Franciscana, à qual me orgulho de pertencer.

A minha vida pastoral, ao longo destes cinquenta anos já vividos, desenvolveu-se em diversas áreas: colaboração pastoral nas igrejas dos conventos, por onde tenho passado, e ajuda aos párocos da zona; assistência espiritual às religiosas; assistência à Ordem Franciscana Secular (25 anos); na pastoral da saúde, como capelão hospitalar (15 anos); como Procurador da União Missionária Franciscana; e no ensino (5 anos).

Este percurso de cinquenta anos não foi isento de dificuldades, como é natural; mas muito mais foram as alegrias, que a vida consagrada e sacerdotal me proporcionou. Muito grato me sinto a todos aqueles que me ajudaram no tempo da minha formação e ao longo da minha vida sacerdotal. Agradeço aos meus pais e irmãos por todo o apoio, que sempre me deram; aos meus superiores, formadores e colegas; a alguns amigos e benfeitores, a quem muito devo. Mas a minha mais profunda gratidão é devida ao Senhor, que me chamou, pela presença amorosa, proteção e carinho, com que sempre me acompanhou. A Ele, e só a Ele, toda a honra, glória e louvor!

Consciente da minha pequenez, indignidade e falta de correspondência, só me resta rezar com Maria: “A minha alma glorifica o Senhor, porque olhou para este Seu humilde servo e fez em mim maravilhas!” (cfr. Lc 1, 46-49).

P. Fr. Amador Pereira Carreira, ofm,

in Voz de Lamego, ano 88/31, n.º 4468, 3 de julho de 2018

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