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Solenidade de São Domingos no Mosteiro de Nossa Senhora da Eucaristia

A Ordem dos Pregadores a nível de toda a Igreja, celebra o dia 8 de agosto, como um dia de Solenidade, pois neste dia São Domingos passou desta vida para a eternidade.

A missa do dia 8, este ano num sábado, foi precedida de uma novena que teve início no dia 30 de julho, tendo como intenção principal as vocações.

A missa no Mosteiro teve início as 11h00 e estiveram presentes os seguintes sacerdotes: Frei Filipe, O.P., que presidiu à Eucarística, “o nosso Visitador” fraterno em nome da Ordem, o Sr. Vigário Geral da Diocese, o Revdo. Padre João Carlos, nosso capelão, o responsável pelos religiosos, Revdo. Padre Abrunhosa, e o Cónego, Revdo. Padre Assunção, nosso Confessor Ordinário.

A celebração Eucarística foi animada pelas monjas sob a direção do maestro Joel que com dedicação nos preparou durante os fins de semana. Estavam presentes também as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena e as Irmãs Camilianas e outros convidados, amigos e benfeitores do Mosteiro.

Durante a homilia, o presidente da Eucaristia realçou quatro frases de São Domingos, começando por dizer que falar de São Domingos era muito difícil e ao mesmo tempo fácil. Difícil, porque São Domingos não escreveu nada, e fácil, porque a sua vida falava por si só, de tal modo que muitos são os que escreveram sobre a sua vida.

As quatros frases que são características de São Domingos:
1.ª A decisão de vender os seus livros para dar o dinheiro aos pobres, porque dizia ele: “não posso escrever em peles mortas, enquanto há peles vivas a morrerem de fome”;
2.ª De dia falava de Deus aos homens e de noite falava dos homens a Deus sobre o que tinha vivido e pelas almas pecadoras;
3.ª Todos cabiam na imensidade do seu coração e porque amava a todos, por todos era amado;
4.ª No leito da sua morte disse: não choreis por mim, serei-vos mais útil no Céu do que na terra.

São Domingos morreu com 51 anos, de muito cansaço pelas frequentes viagens e vigílias, era o princípio da Ordem em que tinha que consolidar as suas bases.

As palavras conclusivas da homilia foram as seguintes: na Ordem dos Pregadores não deve faltar: a vida em comum, o estudo, a oração e ação e realçou que os pregadores dominicanos são pregadores da Graça. Porquê? Pois não pregam a desgraça, mas a conversão, não ameaças e profecias de desgraças, mas o amor e crescer neste amor de Deus.

Antes da bênção final, o nosso Revdo. Padre Capelão convidou a todos presentes para se dirigirem ao locutório, para tomarem um refresco e participarem do almoço de confraternização. Este momento do almoço foi vivido ao som de cânticos, acompanhados pelos nossos instrumentos musicais tradicionais a destacar o batuque ou tambores como dizem e os chocalhos.

Depois do cortar-do-bolo, despedimo-nos dos convidados e durante a tarde, terminamos com vésperas e terço em gratidão e louvor por tudo quanto vivemos.

São Domingos, rogai por nós!

 

Monjas Dominicanas, in Voz de Lamego, ano 96/38, n.º 4863, de 26 de agosto de 2026

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