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Tanta perseguição, pobreza e miséria

Relatório da AIS Sobre Liberdade Religiosa apresentado em Almacave

“É absolutamente indispensável o papel da Fundação AIS” na denúncia da perseguição religiosa, afirmou D. António Couto durante a apresentação, neste sábado, em Almacave, na Diocese de Lamego, do mais recente Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo. O prelado participou no evento e recordou casos de martírio ocorridos em Moçambique e disse que “é obrigação” de todos “a compaixão” pelos que são perseguidos em tantos países do mundo por causa da sua fé.

O auditório do Centro Paroquial de Almacave foi o palco escolhido para a apresentação, neste sábado, dia 21 de Março, do Relatório da Fundação AIS sobre a Liberdade Religiosa no Mundo. O evento contou com a participação de Catarina Martins de Bettencourt, directora do secretariado nacional da AIS, que apresentou as linhas gerais do documento, e do Bispo de Lamego. Perante dezenas de pessoas que assistiram ao evento, D. António Couto falou sobre a necessidade e urgência no apoio concreto às comunidades que são perseguidas por causa da sua fé em vários países e regiões do planeta.  “Tantos irmãos, irmãos espalhados pelo mundo, vivem asperamente esta realidade de horror, sofrimento, martírio, morte, perseguição, pobreza e miséria. E nós, pelo menos, devemos ter um coração que se comova e que sinta compaixão por estes nossos irmãos”, referiu, lembrando que na comunidade missionária da Boa Nova, a que pertence, também há mártires. E referiu o que se passou, por exemplo, em Moçambique – onde foi Superior Regional da sua congregação – nos duros anos após a independência do país. “Um deles, tinha 28 anos, tinha chegado a Moçambique há 15 dias, e na viagem que estava a fazer, para chegar à missão onde ia trabalhar, foi morto. Sim, nós também temos mártires na nossa sociedade missionária”, disse. Na sua intervenção, o Bispo de Lamego referiu também que “é uma obrigação” a ajuda às vítimas de perseguição religiosa, enfatizando a importância do trabalho e da missão da Fundação AIS em Portugal e no mundo também ao nível da informação sobre a temática concreta da liberdade religiosa. 

“É importante a AIS ir ao interior do país”

Durante o evento e numa breve declaração para o programa “Igreja no Mundo”, que a Fundação AIS de Portugal apresenta semanalmente na TV e Rádio Canção Nova – e em dezenas de outras estações radiofónicas em Portugal e nos países lusófonos –, D. António Couto aprofundaria este tema, dizendo que “o papel da AIS é indispensável”. “Pelo menos é um alerta, porque as nossas comunidades devem estar despertas para isso. Amanhã, podemos ser nós”, referiu. “É preciso que as pessoas se sintam comovidas por esta realidade e, portanto, que participem nela, mesmo não estando neste momento a ser afectadas directamente. Mas quando um irmão meu, lá longe, seja onde for, está a sofrer com esta situação, é evidente que eu não posso passar ao lado dessa realidade. Nem posso eu, nem devo deixar que aqueles que estão comigo, os Cristãos desta diocese, passem ao lado dessa realidade”, enfatizou. Perante tudo isto, o Bispo de Lamego sublinhou a importância do trabalho da Fundação AIS e de iniciativas como a que decorreu na sua diocese, em que a temática da liberdade religiosa é levada a debate junto das comunidades que vivem no interior do país. “Eu penso que a vossa vinda aqui, a este interior de Lamego – no interior as coisas sentem-se muito mais devagar e tardiamente – é muito importante, para que se faça sentir também aqui no interior a AIS. Portanto, e dou-vos os parabéns, é muito importante não apenas estar nas grandes cidades – aí é decisivo – mas também no nosso interior. E leva tempo para chegarem aqui estas realidades. Agradeço muito a vossa vinda”, disse.

Assinatura da Petição da Fundação AIS

A sessão em Lamego, que terminou com a celebração eucarística na Igreja Paroquial de Almacave, presidida por D. António Couto, ficou marcada pela assinatura, por praticamente todos os presentes – incluindo o Bispo –, da Petição que a Fundação AIS lançou em Novembro do ano passado, a nível internacional, em defesa da liberdade religiosa. Apresentada em simultâneo com o relatório sobre a Liberdade Religiosa, a Petição da AIS é dirigida ao secretário-geral da ONU, António Guterres; ao Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk; e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, além de líderes de governos democráticos, embaixadores e representantes diplomáticos e a todos os membros da Assembleia Geral das Nações Unidas. A Petição está disponível em acninternational.org. O Relatório 2025 da Liberdade Religiosa da Fundação AIS foi já apresentado, além de Lamego, nas Dioceses de Viana do Castelo, Braga, Porto, Évora, Lisboa, Setúbal e Portalegre-Castelo Branco, tendo contado, no final do ano passado, com a apresentação pública do testemunho do Padre Hugo Alaniz, que veio de Alepo, na Síria, precisamente para ajudar a explicar aos Portugueses a importância e urgência da defesa da liberdade religiosa e do apoio aos Cristãos perseguidos no mundo.

 

Paulo Aido, in Voz de Lamego, ano 96/18, n.º 4843, de 25 de março de 2026

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