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A Diocese tem dois novos Diáconos, o Eduardo e o Tiago

No passado dia 25 de julho, 17.º Domingo do Tempo Comum, foram ordenados dois novos diáconos, em ordem ao presbiterado, o Tiago e o Eduardo. A liturgia da Palavra fala-nos da gratuidade, da multiplicação e da abundância do pão que nos remete para o mistério da Eucaristia, mas também para o anúncio do Evangelho.

A primeira caridade, como sublinhou o Papa São João Paulo II, e uma vez mais secundado pelo nosso Bispo, a primeira caridade é o anúncio do Evangelho, que nos cabe a todos, leigos, diáconos, sacerdotes. Essa será também a prioridade dos novos diáconos, que a diocese de Lamego acolhe com alegria, vindos do litoral para o interior, de Lisboa, o Tiago, e do Porto, o Eduardo, para Lamego. Este movimento também é uma novidade, porque o habitual é saírem do interior para o litoral. Isto pode ser um bom sinal, uma boa notícia.

Presentes duas dezenas de sacerdotes, incluídos Vigário e Provigário Geral, Reitores do Seminário de Lamego e do Seminário Interdiocesano, os seminaristas, familiares e amigos e outros fiéis. No início da Eucaristia e antes dos ritos iniciais, a admonição que contextualizou a celebração:

“Hoje a Igreja de Lamego exulta de alegria, porque o Senhor, Rei do Universo, lhe oferece dois servos para calcorrearem as terras consagradas a Santa Maria, a Senhora da Assunção, e acariciarem com a ternura de Jesus o rosto belo de cada irmão.

Acolhemos o Eduardo Fernando Ferreira Leal, filho de António Carneiro Leal e Maria Isabel Gonçalves Ferreira, natural da paróquia de Santo Estêvão de Vilela, Paredes, Diocese do Porto, que percorreu a sua formação académica no Seminário Maior do Porto e na Faculdade de Teologia, da Universidade Católica.

Realizou o seu estágio Pastoral com o Padre António Jorge e o P. Vítor Carreira, nas paróquias de Santo Amaro de Alvite, São Tiago Maior de Leomil, Nossa Senhora da Assunção de Sever, Zona Pastoral de Moimenta da Beira, Espírito Santo de Paradela, São Pedro de Granjinha, Zona Pastoral de Tabuaço. Como disse o Apóstolo, «infeliz sou eu se não anunciar o evangelho» (1 Cor 9, 16).

Acolhemos também o Tiago João Mota Carmo Gonçalves Machado, filho de João Paulo Machado e de Maria Filomena, natural da paróquia de Santo António dos Cavaleiros, Loures, Patriarcado de Lisboa, com raízes familiares na paróquia de Touro, Vila Nova de Paiva. Concluiu a sua formação académica na Universidade Pontifícia de Santa Cruz em Roma e no seminário Interdiocesano de São José. Realizou o seu estágio pastoral com o padre Filipe Pereira, no Seminário de Lamego. Caro Tiago, como a S. Dimas, o Senhor diz-te a ti e a todos nós: «Hoje mesmo estarás Comigo no paraíso» (Lc 23, 43).

Eduardo e Tiago João, fostes escolhidos desde sempre para louvar, prestar reverência e servir a Deus nosso Senhor. Sede ouvintes da Palavra buscando o coração e o rosto de Jesus. Contemplai a Sagrada Escritura, sede fiéis à Tradição da Igreja e, em todos os tempos e lugares, sede contemplativos na ação, vendo novas todas as coisas em Cristo. Aproximai-vos do Senhor e, de joelhos diante do sacrário, reconhecei o Seu amor. Olhai como crianças e escutai como enamorados. Que a Mãe de Jesus, medianeira de todas as graças, vos leve ao colo e vos apresente a seu Filho Jesus”.
P. Bráulio Carvalho

D. António Couto, na homilia, ajudou-nos a perceber a missão dos diáconos. Logo a abrir o livro dos Atos dos Apóstolos, disse, foram escolhidos sete homens, de bom senso e cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para servir, a quem os apóstolos impuseram as mãos. Nenhum dos sete recebe alguma vez o título de diácono; não os identifica o nome, um título, identifica-os um verbo: servir. Servir, servir, servir! Estêvão serve Jesus, e serve como Jesus dizendo Deus até à exaustão, até à morte. Filipe serve, evangelizando Jesus. Se há algum título que se ajusta a Filipe é o de evangelista.

“Caríssimos eleitos, Eduardo e Tiago, não procureis coisas, nem lugares, nem títulos. Títulos são nomes… estacionados, mal-estacionados, deviam ser multados; procurai verbos, os verbos implicam ação. De resto vós sabeis que o nome do nosso Deus é um Verbo, IHWH, porque Deus age, Deus vem, Deus faz, Deus cria, Deus está connosco, vem para o nosso meio. O nome do nosso Deus é um Verbo. E nós devemos conjugar Deus para os nossos irmãos e articular a nossa vida com essa ação bela de Deus. Conformai a vossa vida com os verbos servir e evangelizar. Fazei o trabalho de um evangelista, como recomenda Paulo a Timóteo, faz o trabalho de um evangelista, de um anunciador do Evangelho, e de um vivenciador do Evangelho. Ou como eu vos direi daqui a pouco, quando depuser nas vossas mãos o Livro dos Evangelhos, o Evangeliário: ‘Crê o que lês, ensina o crês e vive o que ensinas’. E dizei sempre, somos servos inúteis, não apenas vós, mas todos nós, somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer, e o que que devíamos fazer foi tudo, notem bem, tudo o que nos foi ordenado fazer. Somos servos inúteis, servos inúteis não são servos que não servem para nada, que não prestam, não é nesse sentido, somos servos inúteis, isto é, somos servos, apenas servos, que não têm nenhuma pretensão de virem a ser um dia senhores. Portanto, de permanecer sempre servos. De resto como Jesus… Servos, apenas servos, que servem o Evangelho de Jesus e servem como Jesus que serviu a cada um de nós a Sua vida. A evangelização é o primeiro e o melhor serviço que a Igreja pode prestar aos homens deste tempo e deste mundo”.

Na dinâmica do Evangelho de São João, proclamado neste Domingo, o nosso Bispo sublinhou a opção dos discípulos, que andam a comprar, a comprar, nos Shoppings. Jesus, como paradigma, conjuga o verbo dar, enquanto os discípulos conjugam o verbo comprar e carregar sacos de compras longe das palavras de Jesus. Quando os discípulos se propõem comprar, Jesus manda dar. A pergunta inicial de Jesus a Filipe – Onde compraremos? – inclui-O. Se Jesus Se inclui, então “o onde compraremos” implica Deus, e Deus é Graça. A lógica é receber de graça, e não comprar. O nosso alimento é “comer” a Palavra de Deus, e dá-la a comer aos nossos irmãos. É um serviço para os novos diáconos. Aqui à mesa, multiplicamos o pão, dividimos o pão, servimos o pão a todas as pessoas.

O Sr. Bispo concluiu dando graças a Deus por nos ter feito chegar estes dois jovens. A eles, todos nós, devemos acolher bem, a eles, aos seus familiares e amigos, na certeza que o Tiago e o Eduardo levarão o Evangelho a todas as pessoas, sempre necessitadas de uma palavra que as alimente. Juntos vamos conviver, “na alegria que se canta, e não apenas com as datas que se contam”.

A Eucaristia prosseguiu e o chegou o momento da ordenação diaconal, com a entrega dos Evangelhos, com as promessas de obediência por parte dos Diáconos ao sr. Bispo e seus sucessores, o cântico da ladainha dos Santos, com os eleitos, Eduardo e Tiago, prostrados em frente do altar, a oração de ordenação, a paramentação com a ajuda dos sacerdotes com quem estagiaram no último ano.

Um dos últimos gestos foi a bênção final, neste dia especialmente, sobre os dois novos diáconos, a quem se confia o encargo de levar esta bênção, partilhando e multiplicando-a, anunciando o Evangelho e partilhando o pão, conjugando as palavras servir e dar, e evangelizar.

in Voz de Lamego, ano 91/37, n.º 4619, 28 de julho de 2021

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