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Orientações para a catequese em tempo de pandemia

Desde 13 de março, do corrente ano de 2020, que a vida das comunidades paroquiais se alterou profundamente, com a impossibilidade das celebrações comunitárias e de todas as ações que implicavam o ajuntamento de pessoas. A pandemia não passou, as celebrações comunitárias foram retomadas a 30 de maio, mas há outras dimensões da vida comunitária que ainda estão a aguardar ou, entretanto, foram adiadas para melhores dias, como a celebração dos matrimónios e dos batizados, que podem fazer-se mas atendendo às recomendações da Direção Geral da Saúde (DGS) e das normas da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o que retira alguma espontaneidade festiva.

A catequese presencial e as respetivas festas, nomeadamente a Primeira Comunhão (ou celebração do Sacramento da Eucaristia), a Profissão de Fé (a meio do percurso catequético e com forte marca nas comunidades paroquiais) e, em muitas paróquias, a celebração do Sacramento do Crisma (que coroa o percurso da catequese, procurando inserir definitivamente na vida comunitária) foram adiadas na expectativa de um regresso rápido e seguro à normalidade. Porém, a realidade não sancionou as expectativas e a pandemia não dá mostras de retroceder, ao mesmo tempo que ainda é cedo para a descoberta e testagem de uma vacina eficaz e universal. Então, e como tem vindo a ser afirmado com mais insistência, é necessário prosseguir a vida no quadro da pandemia, com os todos cuidados possíveis, mas, ainda assim, sem deixar de promover atividades, encontros, celebrações, tempos de formação, trabalho presencial. É válido para empresas, para entidades públicas e privadas e é válido também para a Igreja.

Não nos cabe aguardar por melhores dias, é urgente que apresentemos propostas e procuremos adaptar-nos ao tempo presente, em contexto de pandemia, salvaguardando o essencial, a proteção da vida e a dignidade das pessoas, mas sem descurar a formação, o caminho, o encontro fraterno e festivo.

É neste sentido, que o Departamento Nacional da Catequese apresenta orientações, sublinhe-se, orientações para que as paróquias começam a refletir e a preparar o novo ano de catequese, com diversos ponderáveis, prevendo os espaços e os tempos, as pessoas e as condições de cada paróquia, com a possibilidade da catequese presencial e/ou através dos meios telemáticos.

Sobre a questão, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, foi dizendo que “há paróquias onde se podem acomodar facilmente as crianças, jovens, adolescentes, sem perigo nenhum. Por outro lado, há outras onde os espaços são tão exíguos que não se pode fazer tudo como se fazia antes, pelo menos enquanto durar este estado em que estamos a viver ainda de muita incerteza… não está em causa o princípio fundamental da vida” nem “pôr a vida de ninguém nem a saúde em perigo”, mas, por outro lado, também não se pode “viver com o vírus do medo o tempo todo”. A preocupação, prosseguiu D. José Ornelas, não é “dar indicações iguais para todos”, mas lembrar informações que garantam os cuidados de saúde e a prática catequética no contexto da pandemia, a adaptar a cada realidade diocesana. “Até agora a experiência que fizemos na Igreja foi muito positiva, no sentido de dizer: podemos celebrar em segurança, mas podemos celebrar juntos”.

Por seu lado, o responsável pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã, onde se inclui o Departamento da Catequese, D. António Moiteiro, Bispo de Aveiro, sublinhou o seguinte: “Com certeza teremos grupos mais pequenos e teremos maior presença online. Aprendemo-lo com este tempo de confinamento. Teremos de pensar em espaços diferentes. Há várias dimensões que precisamos de acautelar para que haja uma catequese presencial segura e uma catequese que ajude a fazer a experiência da iniciação cristã, sempre no estrito cumprimento das normas da DGS”.

As palavras são de prudência, mas também de compromisso e de ação, tendo sempre em conta as recomendações e normas da DGS.

 

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