Na sua homilia, D. António Couto dirigiu aos jovens palavras de proximidade, esperança e compromisso, recordando-lhes que o Crisma não constitui um ponto de chegada, mas antes um novo envio. Fortalecidos pelo Espírito Santo, são chamados a viver a sua fé de forma consciente e comprometida, tornando-se testemunhas do Evangelho nos diversos ambientes em que se inserem.
A celebração constituiu um momento de especial graça para toda a comunidade paroquial, que viu nestes jovens um sinal de esperança e renovação da própria Igreja. Com o Sacramento da Confirmação, não receberam apenas um dom para si mesmos, receberam uma missão. O Espírito Santo, derramado sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes e continuamente oferecido à Igreja ao longo dos séculos, foi-lhes concedido para que sejam presença viva de Cristo no mundo e testemunhas do Evangelho no tempo presente.
Num contexto social marcado por profundas transformações culturais e espirituais, a Igreja continua a olhar para os jovens com confiança e esperança. Mais do que simples destinatários da ação pastoral da Igreja, os jovens são protagonistas da evangelização e corresponsáveis pela construção das comunidades cristãs. A sua participação na liturgia, na catequese, nos grupos juvenis, nas iniciativas de solidariedade e nos diversos serviços da comunidade constitui uma riqueza indispensável para a vida da Igreja.
A Igreja de hoje precisa da generosidade dos jovens, da sua capacidade de sonhar, da sua autenticidade e da sua coragem para viver a fé em ambientes tantas vezes marcados pela indiferença religiosa. Precisa de jovens que não tenham receio de afirmar os valores do Evangelho, que saibam construir pontes de fraternidade e que descubram em Cristo o sentido mais profundo da sua existência. O Crisma é, por isso, um envio à missão, um chamamento a ser sal da terra e luz do mundo, testemunhando com a vida aquilo que professam com os lábios.
A presença do nosso Bispo revestiu-se de um significado particular. Como sucessor dos Apóstolos e pastor da nossa Diocese, veio confirmar estes jovens na fé e manifestar a proximidade da Igreja diocesana à comunidade de Penedono. A sua presença simples, próxima e fraterna foi acolhida com alegria pelos fiéis, que reconhecem no seu ministério episcopal um sinal de comunhão e unidade. Mais uma vez, o Senhor Bispo caminhou com esta comunidade, partilhando a sua fé, a sua palavra inspiradora e a sua solicitude pastoral, fortalecendo os laços que unem a paróquia à Diocese e ajudando todos a crescer na fidelidade ao Evangelho.
Ao longo da celebração foi possível sentir a alegria de uma comunidade reunida em torno dos seus jovens. Pais, padrinhos, familiares, catequistas e fiéis acompanharam com emoção este momento tão importante, reconhecendo nele os frutos de um longo caminho de crescimento humano e cristão. Particular destaque merece o papel das famílias, primeiras educadoras da fé, que ao longo dos anos procuraram transmitir aos seus filhos os valores do Evangelho e o amor à Igreja.
A comunidade paroquial manifesta ainda a sua gratidão a todos aqueles que contribuíram para a preparação desta celebração. Catequistas, famílias, leitores, acólitos, grupo coral e numerosos voluntários colocaram os seus dons e o seu trabalho ao serviço da liturgia e do acolhimento. Agradece igualmente às instituições e entidades que colaboraram na organização e preparação deste momento tão marcante para a vida da comunidade, pela disponibilidade, apoio e espírito de cooperação demonstrados. Muitos outros colaboraram, de forma discreta e generosa, na preparação dos espaços celebrativos e de todos os detalhes que permitiram viver este dia com dignidade, beleza e profundo sentido espiritual.
O ambiente de recolhimento, participação e comunhão que marcou esta celebração foi expressão de uma comunidade viva, unida e comprometida com a transmissão da fé às novas gerações. Numa Igreja que continua a enfrentar desafios exigentes, momentos como este renovam a esperança e recordam que Deus continua a chamar, a confiar e a agir no coração dos mais jovens.
Confiados à proteção de São Pedro, nosso padroeiro, e de Santa Eufémia, tão venerada pelo povo de Penedono, os novos crismados iniciam agora uma nova etapa do seu percurso cristão. Que o Espírito Santo os fortaleça na fé, os sustente na esperança e os torne discípulos missionários de Cristo, capazes de anunciar, com a vida e com as palavras, a alegria do Evangelho. Que nunca se deixem vencer pela indiferença ou pelo medo, mas encontrem sempre na Igreja uma casa, uma família e uma missão.
Que o fogo do Espírito Santo, recebido neste dia de graça, permaneça vivo nos seus corações e produza abundantes frutos de fé, esperança e caridade.
Pe. Amadeu, in Voz de Lamego, ano 96/29, n.º 4854, de 10 de junho de 2026



