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Hoje, pelas 21h00, no Museu de Lamego O Orador, Luís Sebastián, responsável por um estudo pioneiro em Portugal, em torno da temática da fundição sineira, dedica a sua intervenção ao Sino Manuelino da Sé de Lamego, o mais antigo em funcionamento no país. No seguimento da publicação em 2008 da primeira obra portuguesa subordinada ao tema da fundição sineira, intitulado “Subsídios para a História da Fundição Sineira em Portugal”, o Museu de Lamego decide agora dar continuidade ao esforço de divulgação desta temática quase desconhecida entre o público português, convidando o autor, Luís Sebástian, a proferir uma comunicação tendo por tema “O sino manuelino da Sé de Lamego”, a realizar nas instalações do museu, no dia 17 de Junho de 2010 pelas 21 horas.Contando a Sé de Lamego com um dos últimos sinos manuelinos conservados até hoje, datado entre 1495 e 1521, procura-se assim dar a conhecer ao grande público a relevância histórica e patrimonial do sino na cultura portuguesa, a partir da análise daquele que será um dos mais antigos exemplares em uso, marcando ininterruptamente há 500 anos o horizonte sonoro da secular cidade de Lamego. Não descurando os costumes e tradições em torno do sino, tão enraizados no nosso quotidiano, a comunicação apresentada procurará desvendar o carácter surpreendente do universo da fundição sineira, arte milenar rodeada desde os seus primórdios no maior dos secretismos, entrecruzando técnica e superstição, duma surpreendente complexidade e curioso simbolismo. Ao nível da fundição sineira, destacar-se-ão regionalmente os raros vestígios arqueológicos de fundição de século XIV encontrados no Mosteiro de S. João de Tarouca e a Fundição de Sinos da Granja Nova de Tarouca, fundada ainda no século XVI e onde se fundiu o seu último sino em 1949. De realçar ainda o registo das práticas e tradições seculares preservadas nas duas últimas famílias de fundidores sineiros em Portugal, derradeira memória de uma arte em extinção. Procurando dar ao grande público a oportunidade rara de observar e escutar o sino manuelino da Sé de Lamego, por norma invisível pelo carácter restrito da sua localização no campanário da torre sineira e que só soa em ocasiões muito especiais, o fim da comunicação será brindado com a sua projecção fotográfica em grande dimensão, efectuada ao som do seu repique. Para tal, a Diocese de Lamego e a Câmara Municipal de Lamego juntam-se a esta iniciativa do Museu, realizando-se este evento excepcionalmente ao ar livre, no pátio desta instituição, pelas 21 horas. Às 23 horas iremos todos escutar, em frente à Sé, o nosso sino manuelino, um dos mais antigos sons da nossa História. O dia e a noite, a vida e a morte, a oração, o recolhimento, a festa, o apelo, o aviso, o alerta, a marcação do tempo, tudo ressoará na nossa memória. Luís Sebastian Nascido em 1973 em Lisboa, licencia-se em Arqueologia pela Universidade de Coimbra em 1996. Tendo publicado os seus primeiros trabalhos ainda estudante na área da Pré-História, tem-se sobretudo dedicado na última década à investigação nas áreas de Arqueologia Medieval e Moderna, no âmbito da intervenção arqueológica no Mosteiro de S. João de Tarouca, da responsabilidade da Direcção Regional de Cultura do Norte, versando temas como arquitectura, cerâmica, alimentação, paisagem e metalurgia. Contando com mais de seis dezenas de participações em publicações e encontros científicos em Portugal e no estrangeiro, encontra-se desde 2007 a completar o curso de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa. Com Museu de Lamego |