| Mons. Eduardo António Russo |
1928-2007A Diocese de Lamego ganhou para o Céu, na manhã do dia 23 de Abril, um dos mais prestigiados membros do seu presbitério, precisamente Mons. Vigário Geral e Deão do Cabido, C. Eduardo António Russo. Palavra do Sr. BispoUtilizando um modo de falar muito humano, devo dizer que a perda é enormíssima. Mas, como cristão, tenho de ler os acontecimentos a outra dimensão. Assim, hei-de reconhecer que a realidade que tanto nos incomoda, é uma mais-valia incomensurável a juntar ao tesouro espiritual da Diocese. A Diocese não poderá esquecer a sua modelar solicitude pastoral ao longo de tantos anos de sacerdócio: na vida paroquial, nos nossos seminários, como Vigário Geral de dois Bispos e Administrador Diocesano, na vacância da Sé, a seguir à morte do Senhor D. Américo Oliveira, a par de tantas outras ocupações de responsabilidade. O Bispo recordará sempre a extrema comunhão e dedicação inexcedível, até ao máximo da abnegação de si próprio e da sua vida que consumou a servir. Espero que os futuros, Museu Diocesano e Arquivo, na sequência do restauro do Seminário Velho, a Casa do Poço, que a ele todos ficamos a dever, possam perpetuar o seu nome e a sua obra. Muito obrigado, querido Monsenhor Eduardo Russo. Continuo a confiar, de modo diferente, no seu conselho sempre oportuno. + Jacinto Tomás Botelho, bispo de Lamego TestemunhoMons. Eduardo Russo era, sobretudo, um homem de dedicação extrema e generosidade ilimitada. Quanto aos problemas, a sua grande preocupação foi sempre: evitá-los, enfrentá-los e resolvê-los. Procurou sempre amortecer ânimos mais exaltados. Pelo senhor Bispo tinha uma devoção imaculada oferecendo-lhe uma lealdade inexcedível. O que podia resolver não encaminhava. Apesar da idade, nunca regateou esforços, trabalhando até ao último dia e até ao derradeiro instante. Empreendedor, levou por diante a reconversão da Casa do Poço, onde nasceu o Museu Diocesano. Foi uma obra a que dedicou o melhor de si mesmo. No trato com os sacerdotes era afável e verdadeiro. Teve como objectivo prioritário ajudá-los na sua acção pastoral e auxiliá-los nas mais diversas questões que lhes surgiam. Devoto de Nossa Senhora dos Remédios, foi d’Ela um fiel servidor. O trabalho como Juiz da Irmandade entusiasmava-o e mobilizava-o por dentro e por fora. Mantinha um bom relacionamento com toda a gente. Era de Soutelo por nascimento, tornou-se lamecense por adopção. Sentiremos muito a sua falta. Sentiremos sempre a sua intercessão. CurriculumMons. Eduardo António Russo, filho de José Augusto Russo e de Virgínia dos Remédios Filipe; Nasceu a 04 de Setembro de 1928 em Soutelo do Douro, Concelho de S. João da Pesqueira; Ordenado Diácono a 14 de Dezembro de 1952 e Presbiterio a 05 de Julho de 1953. Fez o Curso nos Seminários Diocesanos; Fez a licenciatura em Ciências Naturais; Em 1953 foi nomeado pároco de Coriscada e Rabaçal; Foi professor e prefeito no Seminário de Resende; Foi Ecónomo da Diocese; Em Dezembro de 1983 foi nomeado Administrador Paroquial de Queimadela; Em Maio de 1987 foi nomeado Administrador Paroquial de Moimenta da Beira; Em 1996 foi nomeado Vigário Geral; Em Dezembro de 1998 assumiu o cargo de Administrador Diocesano, por morte de D. Américo do Couto Oliveira; Em 2000 foi novamente nomeado Vigário Geral; Em Novembro de 2003 assumiu as funções de Juiz da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios; Deão do Cabido de Lamego Faleceu na manhã de 23 de Abril de 2007. Teve exéquias solenes presididas pelo senhor D. Jacinto, Bispo de Lamego, com a presença de Bispos, Sacerdotes, as entidades civis e inúmeros fiéis. Terminadas as exéquias em Lamego, seguiu para Soutelo do Douro, sua terra natal, onde teve novamente missa exequial. Ficou sepultado no cemitério local. A missa de 7.º Dia será celebrada a 29 de Abril, na Sé Catedral de Lamego, pelas 18:30h. |