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04

Set

2017

Pe. Artur Mergulhão | Bodas de Ouro Sacerdotais

Na tarde do último domingo, a bela igreja matriz de Armamar acolheu uma numerosa assembleia para dar graças ao Senhor da Messe pelos 50 anos de vida sacerdotal do Padre Fernando Artur Mergulhão, natural daquela paróquia e ordenado, em Lamego a 15/08/1967.

A igreja matriz da paróquia de Armamar é o único imóvel classificado como monumento nacional deste concelho. E foi neste espaço sagrado que o agora jubilado recebeu os sacramentos de iniciação cristã, bem como o local onde presidiu à sua primeira Missa e onde agradeceu ao Senhor aquando dos primeiros 25 anos de vida sacerdotal. Nas palavras que a todos dirigiu, após a comunhão, o Pe. Mergulhão não deixou de sublinhar o carinho e a veneração por esta igreja, deixando já expresso o desejo de nela se celebrarem as suas exéquias!

Para lá das iniciativas concretizadas ou previstas junto das comunidades paroquias que serve, o Pe. Mergulhão quis reunir familiares, amigos, paroquianos e conterrâneos na terra onde nasceu. Por questões de agenda, o encontro só foi possível neste primeiro domingo de Setembro.

A igreja encheu-se com quantos quiseram associar-se e saudar o homenageado para a celebração eucarística, às 16h. Presidiu o nosso bispo, D. António Couto, ladeado por D. Jacinto Botelho, nosso bispo emérito, e por D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto e nosso conterrâneo. Participaram também cerca de duas dezenas de sacerdotes da nossa diocese, nomeadamente alguns do arciprestado de Armamar-Tarouca, do qual o Pe. Mergulhão é actualmente o Arcipreste. Presentes também elementos de vários Agrupamentos do CNE da nossa diocese, acompanhados pelo Chefe Nacional e pelo Chefe Regional. Recorde-se que o Pe. Mergulhão é o Assistente Diocesano deste movimento desde 25/11/1991 e que, durante o seu tempo, muitos foram os Agrupamentos que nasceram em diversos pontos da nossa diocese.

Após os ritos iniciais, coube a Mons. Bouça Pires endereçar à assembleia algumas palavras de felicitação ao jubilado, manifestar a alegria e a gratidão de todos diante da sua missão e testemunho, bem como louvar o Senhor da Messe que o chamou e enviou para servir a Sua Igreja.

Na homilia, D. António Couto começou por referir a alegria, o amor e a paixão que fundamentaram estes 50 anos de serviço a Cristo e à Igreja. Uma missão cumprida com a certeza de que somos irmãos em Deus que nos escolheu e amou desde toda a eternidade, tal como Jeremias o anunciava na leitura antes proclamada.

Continuando a falar do amor de Deus que cria, chama e envia, o nosso bispo recordou a importância de estarmos atentos ao amor de Deus, contrariando alguma distracção que possa aparecer e desviar. E concluiu dizendo que aquela festa condensava esse muito amor que Deus nos dedica, que nós não controlamos, mas que devemos agradecer.

Recordando a passagem do evangelho do dia, convidou todos a afirmarem-se como discípulos de Jesus, ou seja, a caminhar atrás do Mestre. Para não acontecer como a Pedro que pretendeu colocar-se diante de Jesus, estorvando. O lugar do discípulo é atrás, com toda a sua vida e não apenas com os pés.

Antes da bênção, o Chefe Regional do CNE dirigiu-se à assembleia e apresentou o longo e profícuo percurso (cerca de sessenta anos) do P. Mergulhão junto deste movimento eclesial. A coroar tamanha dedicação, o Chefe Nacional entregou-lhe a mais alta distinção atribuída pelo Escutismo, o Colar de D. Nuno Álvares Pereira.

Nas palavras que dirigiu a todos, o Pe. Mergulhou falou de si, da sua alegria e da sua disponibilidade para continuar a amar e a servir a Igreja. Recordou pessoas e situações de vida e a todos agradeceu a amizade, confessando que se sentia em família e desejando continuar com o mesmo entusiasmo.

Após a Eucaristia, os convivas dirigiram-se para uma unidade hoteleira da região. E foi já nesta altura que muitos amigos tomaram a palavra para louvar e agradecer a vida, o saber, o testemunho e a amizade do P. Mergulhão: nas paróquias, no tempo do Seminário, na Escola, nas diversas Associações e no CNE.

Felicitamos o Pe. Artur Mergulhão e rezamos ao Senhor que o seduziu para que lhe conceda as graças que necessita para continuar a servir e a testemunhar.

JD