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02

Ago

2017

Na celebração da Missa Solene do Pe. Luís Rafael

Vila da Ponte rezou, cantou e celebrou

 

Uns chamam-lhe a «Missa Nova», outros vão dizendo que é a «Missa Solene» de um novo Sacerdote, aquela que celebram na sua terra natal, congregando à volta de um novo Sacerdote a comunidade que o viu nascer, crescer e viver no seu seio.

Vila da Ponte teve essa oportunidade no dia 30 de Julho, para se unir ao P.e Luís Rafael Teles Azevedo, que teve à sua volta o seu povo e um bom grupo de Sacerdotes que vieram de várias partes da Diocese, os do seu concelho de Sernancelhe, da Congregação do Espírito Santo, esta com o seu Provincial em Portugal, o P.e Tony Neves, outros que vieram de Viseu e que viveram anos de estudo com o P.e Luís Rafael.

 

Da Capela do Senhor dos Passos se dirigiu o cortejo para a Igreja Paroquial, pisando uma passadeira de flores que se estendia da Capela até à igreja; aqui se encontrava a comunidade paroquial e o grupo coral que havia de dar um grande brilho à celebração; porque o P.e Luís Rafael fez o seu estágio pastoral em Almacave, Lamego, dali se deslocou o grupo de Escuteiros do 140 e várias pessoas que quiseram associar-se à celebração; na igreja marcaram presença o Presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe, o Presidente da Assembleia Municipal e o Presidente da Junta de Freguesia da Vila da Ponte.

À chegada à igreja houve uma largada de pombas, os foguetes estralejaram no ar e as palmas ouviram-se sobre a terra. A festa estava lançada e só havia de terminar pelo fim da tarde, depois de um convívio para os que quiseram ou puderam estar presentes.

Os Jovens sem Fronteiras iam dando mostras da sua presença na celebração, que foi introduzida pelo P.e Vasco Pedrinho, do Seminário de Lamego; leituras proclamadas por pessoas da paróquia e homilia pelo P.e Luís Rafael, que nos levou a olhar a palavra do dia, onde a figura de Salomão ficou como exemplo dos que podem ou devem pedir ao Senhor o que d’Ele precisam. E a pergunta apareceu: «que pediríamos nós?»

E falou do sonho de todos e de cada um, símbolo do que é a nossa vontade, na capacidade que cada um tem de sonhar para descobrir a verdade da vida, que a palavra do Evangelho fazia lembrar. E o P.e Luís Rafael lembrou o sonho como capacidade dos humildes, os que foram ou forem capazes de olhar para a palavra de Deus como uma pérola que se descobre e se guarda na vida e para a vida.

O Pároco da Vila da Ponte, P.e André Filipe Pereira, tinha dito uma palavra sobre o novo sacerdote e o momento que a Paróquia vivia; e estava já em marcha o momento das Oferendas, onde apareceu o escudo da Vila da Ponte, a lembrança dos Jovens sem Fronteiras, uma estola, uma Bênção do Papa Francisco, uma vela e, por fim, o pão e o vinho para a Eucaristia. Na distribuição da Comunhão colaboraram vários Sacerdotes, após o que um Jovem agradeceu ao novo Sacerdote o que fez pelo Grupo de Jovens sem Fronteiras.

O P.e Luís Rafael agradeceu e lembrou a Senhora das Necessidades, a Quem ofereceu um ramo de flores acompanhando uma oração de consagração.

Depois do beija-mão na igreja, um convívio na linda e histórica Praça da Freguesia esperava por todos; o tempo passava e o sol parecia dizer que o dia estava perto do seu final. Mas, se festa é festa, a alegria e amizade desse dia tem de continuar pela vida fora. E o Sacerdote precisa tanto da colaboração pastoral, como de sentir a amizade de todos ao longo da sua vida. Demo-la, também ao P.e Luís Rafael!

 

P.e Armando Ribeiro,

in Voz de Lamego, ano 87/38, n.º 4423, 1 de agosto 2017