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23

Jul

2014

D. António Couto e as Nomeações para 2014-2015

nomeaçõesNOTA DA VIGARARIA GERAL

 Diocese de Lamego

A Vigararia Geral da Diocese de Lamego informa que o Sr. D. António José da Rocha Couto, perante as necessidades pastorais da Diocese e procurando responder às suas exigências, decidiu proceder às seguintes alterações:

  • DISPENSAR o Rev. Pe. Jorge Manuel dos Santos Freitas, da Paroquialidade de Nossa Senhora da Corredoura de Alhais, Nossa Senhora das Neves do Granjal, Nossa Senhora da Conceição de Lamosa, São Martinho de Segões, e da função de Vigário Paroquial de São João Baptista de Quintela da Lapa;
  • DISPENSAR o Rev. Pe. João Martins Fernandes, da Paroquialidade de São Cristóvão de Nogueira;
  • DISPENSAR o Rev. Pe. José Alfredo Gonçalves Patrício, do Departamento para as Comunicações Sociais, Gabinete de Imprensa e Publicações;
  • DISPENSAR o Rev. Pe. Vítor José Taveira Pinto, da Paroquialidade de São Martinho de Fornelos e de Santa Leocádia de Travanca, e nomeá-lo Pároco de São Cristóvão de Nogueira e de São Tiago de Piães;
  • DISPENSAR o Rev. Pe. Tiago André Bernardino Cardoso da paroquialidade de  de São Pedro de Ester e de São João Baptista de Parada de Ester, e NOMEÁ-LO Pároco de Nossa Senhora da Corredoura de Alhais, Nossa Senhora das Neves do Granjal, Nossa Senhora da Conceição de Lamosa, São Martinho de Segões, e Vigário Paroquial de São João Baptista de Quintela da Lapa;
  • NOMEAR o Rev. Pe. António de Almeida Morgado, Pároco de Santa Leocádia de Travanca;
  • NOMEAR o Rev. Pe. José Augusto Rodrigues Cardoso, Pároco de São Martinho de Fornelos;
  • DISPENSAR o Rev. Pe. Jorge Henrique Gomes Saraiva, da Paroquialidade de São Martinho de Faia, de São Sebastião de Penso, de Nossa Senhora do Ameal de Vila da Ponte e de São Pelágio de Vila da Rua, e NOMEÁ-LO Pároco de São Pedro de Ester e de São João Baptista de Parada de Ester;
  • DISPENSAR o Rev. Pe. André Filipe Mendes Pereira, da Paroquialidade de Santa Catarina de Barreira, de Nossa Senhora dos Prazeres de Carvalhal, de São Caetano de Chãs, de Santo António de Coriscada, de Santíssima Trindade de Gateira, de Santa Maria Madalena de Muxagata, de São Paulo de Rabaçal, de Nossa Senhora dos Prazeres de Santa Comba e de São Pedro de Valflor, e NOMEÁ-LO Pároco de São Martinho de Faia, de São Sebastião de Penso, de Nossa Senhora do Ameal de Vila da Ponte e de São Pelágio de Vila da Rua;
  • NOMEAR o Rev. Pe. José Fonseca Soares, Pároco in solidum (com o Rev. Pe. Bernardo Maria Furtado de Mendonça Gago Magalhães, mantendo este a função de Moderador) de Santa Catarina de Barreira, de Nossa Senhora dos Prazeres de Carvalhal, de São Caetano de Chãs, de Santo António de Coriscada, de Santíssima Trindade de Gateira, de Santa Maria Madalena de Muxagata, de São Paulo de Rabaçal, de Nossa Senhora dos Prazeres de Santa Comba e de São Pedro de Valflor;
  • DISPENSAR o Rev. Pe. Joaquim Proença Dionísio, das funções de Director do Centro Diocesano de Promoção Social e nomeá-lo Director do Departamento das Comunicações Sociais, Gabinete de Imprensa e Publicações e, na qualidade de Presidente da Comissão Diocesana de Vocações e Ministérios, confiar-lhe a missão de acompanhar os sacerdotes mais novos;
  • NOMEAR o Rev. Cón. José Manuel Pereira de Melo, Pároco de Nossa Senhora da Piedade de Queimadela, em substituição do cargo de Administrador Paroquial;
  • NOMEAR o Rev. Cón. Manuel Jorge Leal Domingues, Director do Centro Diocesano de Promoção Social.

Nos casos em que não se mencione o contrário, os sacerdotes mantêm as funções que já exerciam.

A Diocese agradece a generosidade e a dedicação de todos os sacerdotes, bem como a sua disponibilidade para assumirem as novas funções que lhes são confiadas.

Lamego, 16 de Julho de 2014, dia de Nossa Senhora do Carmo.

Pe.  Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral

 

12

Jul

2014

Convocado Conselho Pastoral Diocesano | 26 de julho

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Com a redefinição dos Arciprestados, que passarem a ser 6, com o novo organograma da Diocese de Lamego, que se traduz em Comissões, Departamentos e Serviços, similar ao da Conferência Episcopal Portuguesa e que se vai adaptando nos Arciprestados, é agora tempo de agilizar esforços, iniciativas, coordenando todas as estruturas para que estas sirvam as pessoas e as comunidades desta porção do Povo de Deus, a Diocese, anunciando o Evangelho, testemunhando a pertença a Cristo, amadurecendo a vivência da fé, promovendo uma maior participação e uma melhor formação humana e cristã. Para o efeito, está agendada a primeira reunião do CONSELHO PASTORAL DIOCESANO, para o dia 26 de julho, a partir das 9h30, na Casa de São José, em Lamego.

Será um importante instrumento para uma participação mais alargada das pessoas e das comunidades na elaboração de um Plano Pastoral Diocesano que responda aos desafios do tempo e mundo atuais, para que a fé seja luz, sentido e sal para os mais novos e para os mais velhos, para que o Evangelho de Jesus Cristo continue vivo e atuante, contando com todos, despertando novos métodos, novo ardor, para uma nova (ou primeira) evangelização.

D. António Couto presidirá ao Conselho Pastoral Diocesano, onde estarão representados os Arciprestados, as Comissões, Departamentos, Serviços, as Instituições e realidade eclesiais, de forma que as iniciativas pastorais encontrem uma terreno fértil, preparado ou em preparação.

A preocupação não é aumentar os organismos pastorais, mas agilizar ferramentas, serviços, departamentos, coordenar, para ser vir o Evangelho em pessoas concretas, indo ao encontro dos seus anseios, para lhes testemunhar esta BOA NOTÍCIA: Jesus vive em mim, vive em ti, vive em nós. O alegre júbilo do amor de Deus que nos irmana e nos compromete na transformação do mundo.

A NÃO ESQUECER: 26 de julho de 2014 | 9h30 | Casa de São José | Lamego

 

06

Jul

2014

Homilia de D. António Couto na Ordenação Sacerdotal do José Soares

Amados irmãos e irmãs

6julho2014

1. Há quem considere estas breves linhas do Capítulo onze do Evangelho de S. Mateus (11,25-30), como o mais belo e importante dizer de Jesus nos Evangelhos Sinópticos (A. M. Hunter). Na verdade, estas linhas leves e ledas como asas guardam o segredo mais inteiro de Jesus, o seu tesouro mais profundo, o tesouro ou a pedra preciosa da parábola (Mateus 13,44-46), preciosa e firme, porque leve e suave como uma almofada, onde Jesus pode reclinar tranquilamente a cabeça (João 1,18), e tranquilamente conduzir, dormindo mansamente à popa, a nossa barca no meio deste mar encapelado (Marcos 4,38). Nos lábios de Jesus, chama-se «PAI» (Mateus 11,25) este lugar seguro e manso, doce e aprazível, que acolhe os pequeninos, os senta sobre os seus joelhos, lhes conta a sua história mais bela, e lhes afaga o rosto com ternura. Diz bem Santo Agostinho que «o peso de Cristo é tão leve que levanta, como o peso das asas para os passarinhos!».

2. «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos (népioi)» (Mateus 11,25). Sim, aos pequeninos, grego népioi, que em sonoridade portuguesa daria «népias», nada, nenhuma ciência, nenhum poder, nenhum valor autónomo. Ó abismo da sabedoria dos pequeninos, daqueles que nada podem fazer sozinhos, mas que sabem confiar, e sabem que podem confiar, e sabem em quem podem confiar (2 Timóteo 2,12). É sobre os pequeninos que recai toda a atenção de Jesus, que, de resto, voluntariamente se confunde com eles, pois diz: «Todas as vezes que fizestes isto (ou o deixastes de fazer) a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim que o fizestes (ou o deixastes de fazer)» (Mateus 25,40 e 45). E no ritual do Batismo, são estes os dizeres que acompanham a entrega da vela acesa aos pais e padrinhos da criança batizada: «a vós, pais e padrinhos, se confia o encargo de velar por esta luz, para que este pequenino, iluminado por Cristo…

3. Abre-se aqui um dos mais belos fios de ouro da espiritualidade cristã, habitualmente denominado por «infância espiritual», o «pequeno caminho», «o permanecer pequeno», «o estar nos braços de Jesus», que Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897) exalta na sua «História de uma alma», que tem a sua nascente mais funda naquela maravilha que é o Salmo 131,2, em que o orante se diz assim: «Estou tranquilo e sereno/, como criança desmamada,/ no colo da sua mãe;/ como criança desmamada,/ está em mim a minha alma». Ou como o famoso Padre Jesuíta francês, Léonce de Grandmaison (1868-1927), que costumava rezar assim: «Santa Maria, Mãe de Deus, conserva em mim um coração de criança, puro e transparente, como uma nascente».

4. Os pequeninos, os népioi, népias, que nada valem de per si, dependem dos seus pais ou de alguém que cuide deles com carinho. Se Jesus os traz desta maneira para a primeira página, temos então de perguntar: o que é que são então cristãos adultos, maduros na sua fé? Serão aqueles que sabem tudo, que estão seguros de si, que chegaram ao fim de um curso ou percurso, que têm tudo na mão, que já não são dependentes porque já não precisam de ninguém que cuide deles? Seguramente não. Cristãos adultos na sua fé são aqueles que sabem que precisam de Deus a todo o momento, e que sabem debruçar-se sobre os pequeninos com amor. Cristãos adultos na fé, amados irmãos e irmãs, não somos nós que pensamos que temos as chaves de tudo e de todos, mas somos nós como filhos de Deus, a quem tratamos carinhosamente por PAI (ʼAbbaʼ), em quem depositamos toda a nossa confiança, somos nós como filhos e irmãos, carinhosamente atentos uns aos outros, até ao ponto sem retorno de já não sabermos viver senão repartindo o pão e o coração.

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02

Jul

2014

Ordenação Sacerdotal - 6 de julho de 2016 - Sé Catedral

No próximo domingo, o presbitério da nossa diocese ganha um novo membro, com a ordenação sacerdotal do Diácono José Fonseca Soares. Natural do arciprestado de Lamego, da paróquia de S. João Baptista de Avões, entrou já depois dos trinta anos no Seminário Maior de Lamego, onde frequentou o respectivo curso no Instituto Superior Douro e Beiras, em Viseu, e na Faculdade de Teologia da Universidade Católica, em Braga. Ordenado Diácono em novembro último, na Solenidade de Cristo Rei do Universo e Dia da Igreja Diocesana, viveu o seu estágio diaconal nas paróquias de Nossa Senhora da Piedade de Queimadela (Armamar), S. João Baptista de Figueira e São Martinho de Valdigem (Lamego), sob orientação do respectivo pároco, Cón. José Manuel Pereira Melo. Ao longo desse período residiu no Seminário Maior, redigindo também o seu trabalho académico final, que entregou há poucos dias. A nossa diocese dá graças ao Senhor da Messe por esta vida e esta vocação, ao mesmo tempo que reza pedindo ao nosso Deus que abençoe e acompanhe sempre este novo sacerdote na sua missão.

Pode ler na íntegra a entrevista feita pela voz de Lamego ao Diácono José Fonseca Soares:

À CONVERSA COM… Diácono José Fonseca Soares

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Para os nossos leitores, quem é o Diác. José Soares?

É uma pergunta que nunca pensei, nem nunca fiz a mim próprio esta pergunta. Mas vou tentar. Sou um homem comum, simples que sorri e chora como qualquer outro, de um coração humano, que bate no peito de um homem. Um pecador, a quem o Senhor chamou para a sua Messe. A máxima que sempre esteve comigo foi esta: “Onde está teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6,21). E é também  o meu lema sacerdotal.Este texto é para mim o fundamento da perseverança na fé de qualquer cristão e de num modo particular para alguém que decide consagrar-se inteiramente a Deus como sacerdote. Espero, com a graça de Deus, fazer dele uma referência, uma “regra de vida”, que norteará o meu ministério. Creio que este texto  se poderiamos dizer, um termómetro para percebermos onde está o centro da nossa atenção, da nossa vida. Se descuidarmos dele corremos o risco de correr em vão, como diz S.Paulo. (Gl 3,4).

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23

Jun

2014

Homilia de D. António Couto no Corpo de Deus

O PÃO QUE JESUS É E DÁ 

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1. A passagem do Evangelho que tivemos a graça de escutar neste Dia Grande do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é João 6,51-58. Esta passagem integra o imenso Capítulo sexto do Evangelho de S. João que, entre os versículos 25 e 59, se apresenta ritmado pelo esquema «pergunta-resposta». São cinco perguntas e cinco respostas. As perguntas saem da boca de uma «multidão» não identificada ou dos «judeus»; as respostas saem sempre da boca de Jesus.

2. Curiosamente, a passagem do Evangelho que hoje foi proclamada e escutada abre, no versículo 51, com a quarta resposta de Jesus à quarta pergunta dos «judeus», que tinha sido formulada atrás no versículo 42. A pergunta soava assim: «Não é este, Jesus, o filho de José, de quem conhecemos o pai e a mãe? Como é que diz agora: “Eu desci do céu”?» (João 6,42). A esta pergunta, Jesus responde afirmando a sua verdadeira identidade: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu (…), pão que é a minha carne, que eu darei para a vida do mundo» (João 6,51).

3. Esta resposta de Jesus, afirmando a sua identidade reveste-se de grande importância para o Dia de hoje, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Na verdade, a resposta de Jesus contém todos os elementos que hoje importa considerar: «Eu sou o pão que desceu do céu», «esse pão é a minha carne», e «dará a vida». Mas depois desta resposta, que abre o texto de hoje, surge logo outra pergunta, que é a quinta, também colocada na boca dos judeus, e que vem no seguimento lógico da quarta resposta de Jesus, que acabámos de ouvir. A quinta pergunta soa assim: «Como pode este dar-nos a sua carne (sárx) a comer?» (João 6,52).

4. Na sua resposta, que preenche o resto do texto de hoje (João 6,53-58), Jesus fala de vida nova, e, por isso, também de alimento novo, consentâneo com essa vida nova. Esclarecedor, nesse sentido, é que o verbo «comer» apareça conjugado com «carne» (sárx), João 6,52.53.54.56), com «pão» (ártos) (João 6,51.58) e «comigo» (me) [«o que me come»] (João 6,57). Fica claro que «comer o pão descido do céu» é «comer a carne do Filho do Homem», e que as duas expressões são equivalentes de «comer a pessoa» de Jesus, a sua identidade, o seu modo de viver. Só assim, a vida verdadeira, a vida eterna, entra em nós e transforma a nossa vida, configurando-a com a de Jesus. Uma nova possibilidade entra na história humana. Tudo o que fica para trás, toda a história humana passada, pode resumir-se no maná, «que os vossos pais comeram, e morreram» (João 6,49.58a). Sim, o maná aparece em referência apenas com a vida terrena, e não tem nenhuma eficácia para além da morte. Ao contrário, o pão que Jesus é e dá não serve de sustento à vida terrena, e tão-pouco livra da morte: até o próprio Jesus morreu! Mas o pão que Jesus é dá a vida eterna (João 6,58b). Vem ainda à tona o tema grande da pertença mútua e permanente: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele» (João 6,56). É a melhor e a mais realista tradução da nossa comunhão eucarística. Até o verbo «comer» ganha nesta passagem particular sabor e realismo. De facto, habitualmente, para dizer «comer», é usado o verbo grego esthíô. Todavia, em João 6,54.56.57.58, é usado um verbo «comer» muito mais forte, o verbo trôgô [= trincar, mastigar]. De forma significativa, este verbo só é usado nas passagens atrás assinaladas e em João 13,18, no contexto da ceia da Páscoa. Vida nova e eterna, ressuscitada. Comunhão e intimidade entre Deus e a Humanidade. Por isso e para isso, Jesus se fez um de nós, descendo ao nosso mundo, e dando-se completamente a nós, dando-nos a sua vida.

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